Nos conhecemos desde crianças, dividindo histórias, lugares e lembranças que o tempo parecia guardar apenas como memória de infância. Mas, em algum momento dos últimos anos, Deus quis afinar de novo essa melodia, e nossos olhos passaram a enxergar um ao outro não só como parte de uma via, mas como o próprio caminho que desejávamos seguir. Desde então, cerca de alguns anos recentes, o “eu e você” começou a ser, pouco a pouco, “nós”.
Apesar das diferenças – e talvez seja justamente aí que mora a beleza do que estamos construindo –, Pedro, mais calmo, melancólico, como água que se amolda ao espaço, que demora, mas insiste; Emilly, como fogo, intensa, decidida, “sim” é “sim”, “não” é “não”. Aos poucos, a água aprendeu a acolher o fogo sem se apagar, e o fogo aprendeu a aquecer a água sem fazê-la ferver demais. Entre diâmetros aparentemente opostos, fomos moldando caracteres, aparando arestas, descobrindo que nossas diferenças, na verdade, apontavam na mesma direção.
Em meio a tudo isso, a Fé sempre foi o chão em que colocamos nossos passos, “porque aonde fores, irei contigo; onde pousares, lá pousarei eu; teu povo será meu povo e teu Deus será meu Deus” (Rute 1,16). Com essa diretriz começamos nosso relacionamento econtinuamente sentenciamos nosso coração dia após dia.
Quem encontra uma esposa, encontra a felicidade; é um dom que recebe do Senhor (Provérbios 18,22). E com este dom, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne (Gênesis 2,24). Nosso casamento é o “sim” a este projeto de Deus, anúncio do Senhor.
Chegado este momento, proclamamos: “IREMOS CASAR!”.
Assim, nosso âmago se enche de serena alegria. Olhamos para trás com gratidão pelo caminho percorrido e, ao mesmo tempo, para frente com esperança por tudo que ainda seremos.
É com esse misto de doçura e profundidade que abrimos a porta da nossa história para vocês.
Por isso, mais do que convidados, queremos que se sintam parte desse enredo. Que, ao partilharem conosco este dia, vocês sejam abraçados pelo mesmo sentimento que nos une: a certeza de que o amor é dom, é cruz, é cuidado, é riso e é companhia. Cada abraço, cada olhar e cada prece nesse dia serão como um pedacinho dessa orquestra que Deus regeu para que nossas vidas se encontrassem na mesma canção.
Sejam bem-vindos à nossa história, que agora também é, de algum modo, a história de cada um que caminha ao nosso lado.